Quem pede orçamento de site para três empresas diferentes costuma receber três propostas que parecem não ter nada a ver uma com a outra. Isso acontece porque “site” é uma palavra que cobre coisas muito diferentes: de uma página simples montada sobre um modelo pronto até um projeto com estratégia de conteúdo, integrações e acompanhamento contínuo.
Em vez de falar em valores, que mudam conforme o mercado e o fornecedor, este artigo explica o que faz o preço subir ou descer e como você pode comparar propostas sem cair na armadilha de olhar só o número final.
O preço começa pelo escopo
Escopo é a lista do que será entregue. Quanto mais claro ele estiver, mais fácil comparar orçamentos. Os principais itens que pesam no custo são:
Quantidade e tipo de páginas
Um site com início, sobre, serviços e contato exige menos trabalho do que um site com uma página para cada serviço, páginas por região atendida, blog e área de perguntas frequentes. Cada página precisa ser planejada, escrita, desenhada, montada e testada no celular.
Páginas diferentes entre si custam mais do que páginas que seguem o mesmo modelo. Dez páginas de serviço com a mesma estrutura dão menos trabalho do que dez páginas com layouts distintos.
Conteúdo: quem escreve e quem fotografa
Esse é o item mais subestimado. Se você entrega textos prontos, revisados e fotos de boa qualidade, o trabalho é um. Se a empresa contratada precisa entrevistar você, escrever os textos, organizar as informações e buscar imagens, o trabalho é outro. Nenhum dos dois caminhos é errado, mas o preço muda. Vale ler como preparar textos e fotos para o site para entender o que dá para adiantar internamente.
Funcionalidades e integrações
Formulário simples de contato é uma coisa. Formulário que envia o pedido para o CRM, dispara uma mensagem automática e registra de qual anúncio o cliente veio é outra. Exemplos de itens que aumentam o escopo:
- agendamento online;
- área restrita para clientes;
- catálogo com filtros;
- integração com sistemas de gestão, CRM ou planilhas;
- pagamentos;
- versões em outros idiomas;
- automações de atendimento e de acompanhamento de leads.
Design próprio ou modelo pronto
Um modelo pronto (template) é mais rápido de implantar e costuma sair mais em conta. A contrapartida é que o site fica parecido com muitos outros e nem sempre se adapta bem ao conteúdo da sua empresa. Um design feito sob medida parte da sua marca, do seu público e do seu conteúdo, e por isso exige mais horas de planejamento e ajustes.
SEO desde o início
Um site pode ser entregue “bonito e no ar” sem qualquer preparo para o Google. Ou pode sair com estrutura de títulos correta, páginas pensadas para buscas reais, velocidade trabalhada, dados estruturados e cadastro no Google Search Console. O segundo caminho dá mais trabalho, mas evita o cenário descrito em por que meu site não aparece no Google.
Custos que não acabam na entrega
Muita gente compara apenas o valor de criação e esquece que o site tem custos contínuos. Os principais são:
- domínio, renovado periodicamente;
- hospedagem, que pode ser só o servidor ou um serviço gerenciado;
- e-mail profissional, quando contratado à parte;
- manutenção: atualizações, correções, backups e pequenos ajustes de conteúdo;
- evolução: novas páginas, campanhas, melhorias de conversão.
Esses itens estão detalhados em quanto custa manter um site no ar. Na hora de comparar propostas, pergunte sempre o que acontece depois da entrega.
Tabela: o que muda o esforço de um projeto
| Fator | Menos esforço | Mais esforço |
|---|---|---|
| Páginas | Poucas, com estrutura parecida | Muitas, com layouts diferentes |
| Conteúdo | Cliente entrega pronto | Empresa escreve e organiza |
| Design | Modelo pronto adaptado | Projeto visual sob medida |
| Funcionalidades | Formulário e WhatsApp | Integrações, área restrita, pagamentos |
| SEO | Básico técnico | Estrutura pensada para buscas reais |
| Pós-entrega | Nenhum acompanhamento | Hospedagem gerenciada e manutenção |
Como comparar propostas de forma justa
Duas propostas só são comparáveis quando descrevem a mesma entrega. Antes de decidir, faça estas perguntas:
- Quantas páginas estão incluídas e quais são? Peça a lista.
- Quem produz os textos e as imagens? Se for você, a proposta mais barata pode estar deixando a parte mais difícil do seu lado.
- O design é próprio ou baseado em modelo? As duas opções são válidas, mas precisam estar claras.
- O que está incluído de SEO? “SEO incluso” sem detalhes não diz nada.
- Quem registra o domínio e em nome de quem? O domínio deve estar no nome da sua empresa.
- Onde o site será hospedado e quem cuida dele depois?
- Quantas rodadas de ajustes estão previstas?
- O que acontece se eu quiser trocar de fornecedor? Você recebe os arquivos, acessos e o código?
Outras perguntas úteis estão em como escolher uma empresa para criar o site.
Onde costuma estar a diferença de preço
Quando uma proposta é muito mais barata que as outras, geralmente algum destes itens ficou de fora: conteúdo, SEO, testes no celular, configuração de medição, hospedagem adequada ou suporte depois da entrega. Às vezes isso é aceitável, por exemplo quando você só precisa de uma presença mínima por um tempo. O problema é descobrir essas ausências depois, quando o site já está no ar e não gera contatos.
Do outro lado, uma proposta mais cara não é automaticamente melhor. Ela precisa mostrar por que custa mais: mais páginas, mais conteúdo, mais integrações, acompanhamento contínuo.
Pense no site como investimento com objetivo
A melhor forma de avaliar o custo é partir do objetivo. O site precisa trazer pedidos de orçamento? Precisa passar credibilidade para quem já recebeu uma indicação? Precisa receber tráfego de anúncios? Cada objetivo pede uma estrutura diferente, e o escopo certo é aquele que atende ao objetivo sem sobrar nem faltar.
Se quiser uma proposta com escopo detalhado para comparar com outras, conte o que sua empresa precisa. Você também pode ver como funciona nosso trabalho de criação de sites.